Freguesia de Angeja

Até 1853, Angeja foi sede do concelho. A partir daquela data, o concelho foi extinto, e Angeja foi integrada, até à actualidade, no concelho de Albergaria-a-Velha.

Por uma petição da população, Angeja foi confirmada pela Assembleia da República, como Vila, em 20 de Junho de 1991, título que detém, com orgulho do seu passado, do seu presente e do sue futuro.

Freguesia Ribeirinha do concelho de Albergaria-a-Velha, é banhada pelo Rio Vouga, em cujo “campo” as suas gente se dedica à agricultura e à pecuária, com importância relevante na economia nacional. Nas suas águas mantém-se a actividade piscatória, agora que o rio foi liberto de descargas industriais nocivas. Os amantes da modalidade, vindos de diversas localidades da região, deliciam-se com os nossos barbos, pimpões, carpas, tainhas, enguias, ruivacos e lampreias.

Dista cerca de 8 quilómetros da sede do concelho (Albergaria-a-Velha) e 10 quilómetros da capital de distrito, que é Aveiro.

Confronta a Norte com a freguesia de Fermelã, do concelho de Estarreja e a Murtosa, a Poente com a freguesia de Cacia, do concelho de Aveiro, a Nascente com a freguesia de Albergaria-a-Velha e a Sul com a freguesia de Frossos.

Com uma área de 2108 km2 tem uma população de cerca de 3 mil habitantes e 1930 eleitores.

O lugar de Fontão, situado a cerca de 3 quilómetros do centro da Vila de Angeja, é um antiquíssimo povoado de moleiros e padeiros, hoje matem os seus velhos edifícios, várias novas moradias e duas capelas: uma particular, sita na Quinta da Família de Augusto de Castro e a outra, recentemente erigida pela população e a Fábrica da Igreja Paroquial, em honra de Nossa Senhora do Carmo.

Das construções mais características, realçamos os moinhos da ribeira que vão resistindo à voracidade do tempo, e que, no passado, produziam farinha para o fabrico do pão de toda a população em redor, incluindo a da cidade de Aveiro. Muitos estão em ruínas, aguardando um plano para a sua recuperação.

Angeja distende-se numa suave encosta voltada a poente, formando três colinas debruçadas sobre os campos do Vouga, de onde se vislumbra uma paisagem de inexcedível beleza, num ambiente excitante entre o mar e a serra.

No seu território, percorrido pela EN 16, EN 109 e A25, localiza-se o Nó de ANGEJA onde se reúnem estas vias e também a A1 e A29.

Na depressão meridional, entre o corpo central da povoação e o Calvário, distende-se uma várzea fértil, sombreada, aqui e além, por seculares árvores, banhada pela serpenteante Ribeira do Fontão, a qual constitui um local de muitos encantos e da mais admirável harmonia bucólica desta freguesia.

Quando nos anos sessenta do século passado a estrada de Aveiro / Viseu chegou aquela depressão, onde uma ruela ligava o centro da vila do Calvário, alargou-se esse caminho, fazendo-se passar sobre um elevado aterro, de modo a impedir o corte da nova via pelas cheias da Ribeira do Fontão, que aí ficou a passar sob um extenso pontão.

Esse caminho, denominado na altura Rua da Várzea, foi marginado com a plantação de eucaliptos, álamos e plátanos que depressa cresceram na terra humosa, formando-se uma bela alameda, guarnecida de bancos; A sombra das árvores deliciava as gentes da terra e os viajantes que aí se sentavam a descansar nos finais das tardes quentes de verão e, sobretudo nos dias da Feira dos 26 e aos domingos.

Hoje em dia, é denominada Várzea 5 de Outubro. As sua árvores originais foram abatidas, mantendo-se apenas um secular Álamo, na confluência com a Rua da Costa.

Tendo sido objecto de obras profundas de requalificação, nela se encontra implantado o mercado de Angeja. Continua a ser uma “porta de entrada de Angeja”, com a original beleza da envolvente: as margens da Ribeira do Fontão.

Com outro tipo de árvores, árvores que cresçam e façam sombra, voltará a ser, por certo, um ponto de encontro e reunião da população e visitantes.

Desde sempre as suas terras do monte (partes altas) e do campo (margens do Vouga) foram amanhadas para a produção agro-pecuária, quase sempre explorada por rendeiros, que pagavam a renda contratada em géneros (alqueires de milho, feijão, arroz…).

A actividade agro-pecuária sofreu nos últimos anos uma grande evolução, principalmente após a adesão do nosso País à Comunidade Económica Europeia, que tem vindo a regulamentar aquela actividade, exigindo padrões de qualidade, de produtividade e de protecção ambiental.

Os nossos agricultores, quase todos de nova geração, têm acompanhado esta evolução saudável e necessária, dispondo de explorações modernizadas, segundo os parâmetros Europeus.

Contudo, ainda hoje, se vêem nas ruas, a par do tractor, esporadicamente o carro de vaca ou de bois, que continuam tão úteis e económicas, permanecendo típicas lembranças do passado.

Um grande impulso se aguarda para o futuro da nossa Vila, com a aprovação do PLANO DE URBANIZAÇÃO DE ANGEJA.


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